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“O Vitória é um ativo estratégico para Guimarães”

Publicado a 16 junho 2017 em Cidade
“O Vitória é um ativo estratégico para Guimarães”

“O Vitória é um ativo estratégico para Guimarães”

André Coelho Lima apresentou hoje à Direção do Vitória Sport Clube a visão que considera que o Município deve ter para o clube. O candidato a Presidente da Câmara Municipal e uma delegação da coligação Juntos por Guimarães foram recebidos pelo Presidente do Vitória, Júlio Mendes e restante Direção.

André Coelho Lima começou por elogiar a forma como os atuais órgãos dirigentes conseguiram recuperar financeiramente o clube mantendo, aliás superando, os melhores registos desportivos. Entre outros títulos, duas Taças de Portugal (futebol e basquetebol), três qualificações europeias em cinco anos, em período dedicado à recuperação financeira, é algo que deve ser assinalado e ser merecedor do devido louvor público.

André Coelho Lima destacou que o Vitória “é o maior embaixador de Guimarães” sendo que esse facto deve fazer com que seja visto como “um ativo estratégico para Guimarães”, um elemento importante para a sua afirmação e projeção. O candidato da coligação Juntos por Guimarães diz que o Estado e as câmaras não devem ter qualquer influência na competitividade entre clubes, nem positiva, nem negativamente, o que não sucede hoje em dia com o Vitória, que vê no apoio público um fator de negativo de competitividade. Como exemplo comparou o apoio que a Câmara de Braga atribui ao S.C.Braga (cerca de 600 mil euros) com o apoio que a Câmara de Guimarães atribui ao seu clube mais representativo (cerca de 100 mil euros). “Estes 500 mil euros de diferença entre o que a Câmara de Braga apoia o seu clube, com o que faz a Câmara de Guimarães, acaba por ser um fator relevante na competição entre clubes, basta ver que só esta diferença corresponde a mais de 10% do orçamento do Vitória”.

“Temos que nos deixar de bater com a mão no peito e de nos querermos associar ao Vitória, aos seus feitos e à sua capacidade de agregação, mas depois não estarmos disponíveis para ser um parceiro do Vitória, como ele merece. O que me proponho é passar das palavras aos atos e fazer com que a relação do Vitória com a Câmara deixe de ser um fator negativo de competitividade”, rematou André Coelho Lima. Bastando para isso, nas suas palavras, que a Câmara de Guimarães esteja disponível para apoiar o seu clube mais representativo “em linha com o que fazem os municípios da nossa região e em linha com o que fazem os municípios dos clubes nossos adversários”

 

Apoiar a construção de uma nova Academia

O candidato da coligação recordou que o Complexo Desportivo do Vitória foi pioneiro em Portugal na altura em que foi construído, sendo que hoje os principais clubes nacionais avançaram já para a construção de academias separando claramente o futebol profissional da sua formação.

“Sendo essa a vontade dos dirigentes do Vitória, estarei disponível para apoiar na construção da nova Academia Desportiva do Vitória, ao nível do que melhor se faz no mundo”, um espaço com todas as condições e que esteja inclusive preparado com alojamento para os atletas da formação. Mantendo-se contudo o atual Complexo Desportivo, mais vocacionado para a vertente não profissional, “misturando-o completamente com o Parque da Cidade, derrubando muros, fazendo com que todo aquele espaço seja um só espaço de desporto e lazer para toda a comunidade”.

Segundo André Coelho Lima, ao fazê-lo a Câmara fará apenas o que já fez no passado, apoiando o Vitória com recursos públicos na construção do seu estádio, e o que faz no fundo com os apoios que concede aos restantes clubes do concelho.

 

Uma relação diferente – o Vitória como parceiro

André Coelho Lima assinalou que metade do que a Câmara concede ao Vitória como apoio à formação – cerca de 100 mil euros – é depois devolvido por este em rendas pela utilização dos espaços desportivos municipais (pavilhões).

“Qual é o objetivo do Município? Não é incentivar a prática do desporto? Então que sentido faz fazer disto um negócio cobrando rendas aos clubes do nosso concelho? O nosso objetivo deve ser ter receitas com os pavilhões ou fazer com que cada vez mais vimaranenses possam praticar desporto?”

Segundo André Coelho Lima “a promoção do ecletismo e do desporto para todos é uma obrigação do Município, o Vitória, bem como os restantes clubes, devem ser os parceiros privilegiados do Município na política de incentivo à prática desportiva“.

O candidato da coligação criticou o que chamou de visão paternalista da Câmara na sua relação com os clubes do concelho, ao construir pavilhões para depois obrigar os clubes a solicitar a sua utilização. “Se eu entendo que o Vitória, ou qualquer outro clube, precisa de um pavilhão, temos que o ajudar na construção do seu pavilhão, não ser a Câmara a construir para depois o emprestar”. Em jeito de remate, perguntou: “Já viram se fizéssemos o mesmo raciocínio para os estádio ou campos de futebol?”

A título de exemplo referiu o Pavilhão INATEL, que é hoje utilizado pelo Vitória mediante o pagamento de renda. “Que sentido faz pensar em construir um pavilhão para o Vitória poder usar se há ali um ao lado do Estádio por cuja utilização a Câmara cobra rendas ao Vitória?” André Coelho Lima defendeu a utilização plena pelo Vitória deste espaço desportivo gerido pelo Município, fazendo ali uma “Cidade Desportiva do Vitória”, com um pavilhão que possa ser usado pelo clube mesmo ao lado do Estádio D.Afonso Henriques.

André Coelho Lima considera que o Município, além do Vitória, deve apoiar de forma sustentada, num espírito de parceria, através da assinatura de contratos específicos a atividade e ação das várias associações desportivas do Concelho que têm um papel essencial na afirmação de Guimarães na promoção do desporto e no desenvolvimento de práticas saudáveis de atividade física dos vimaranenses.