Queremos transformar Guimarães numa terra inspiradora, vibrante e feliz; uma terra de projetos, empresas e trabalho direcionados para a digitalização, criatividade e inovação; uma terra onde habitar, estudar e trabalhar deem expressão a uma qualidade de vida singular; uma terra com futuro; uma terra com todos, de todos e para todos.
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As eleições autárquicas de 2025 representam um momento decisivo para Guimarães. Após 36 anos de governação contínua pelo mesmo partido político, o concelho encontra se numa encruzilhada. Um período tão longo de poder, embora possa ter garantido estabilidade, gerou inevitavelmente um ciclo de inércia, uma acomodação ao status quo e uma crescente incapacidade para responder com agilidade e ambição aos desafios do século XXI. Esta perceção de estagnação não é apenas uma crítica da oposição; é um sentimento partilhado por muitos vimaranenses, incluindo vozes respeitadas do próprio Partido Socialista, que reconhecem que Guimarães não tem acompanhado o dinamismo de concelhos vizinhos como Braga e Famalicão.
A mudança que a coligação Juntos por Guimarães (JpG) propõe não é uma mera alternância de poder. É uma necessidade imperativa para despertar o concelho do seu torpor e libertar o seu imenso potencial. Este programa eleitoral é o nosso compromisso para com todos os vimaranenses, alicerçado no nosso valor fundamental de Ambição Transformadora. Não nos candidatamos para gerir a herança, mas para liderar uma transformação. Acreditamos que é tempo de ter a coragem de romper com o passado estagnado para construir um concelho melhor, um concelho que honre a sua história, mas que não tenha medo de construir o futuro. Guimarães com futuro, Guimarães com todos é o nosso pacto com Guimarães!
A governação prolongada de 36 anos resultou em problemas estruturais que comprometem a qualidade de vida e o futuro de Guimarães. O nosso diagnóstico, fundamentado em dados objetivos e na realidade sentida pela população, aponta para quatro áreas críticas de falhanço:
Estagnação Relativa: Enquanto concelhos vizinhos prosperam, Guimarães perde terreno. Entre 2011 e 2021, o concelho perdeu 1236 habitantes, uma redução de 0,8%, em gritante contraste com o crescimento de 6,5% em Braga.Já Famalicão, que fechou a segunda década do milénio a perder 0,2% de população, tem vindo a recuperar significativamente, com um registo de aumento populacional de 2,4% entre 2021 e 2024. Esta divergência não é um acaso; é o resultado direto de uma ausência de políticas ativas de atração e fixação de talento e investimento, uma crítica recorrente que aponta para a falta de parques industriais e de uma estratégia económica assertiva.
Estagnação Relativa: Enquanto concelhos vizinhos prosperam, Guimarães perde terreno. Entre 2011 e 2021, o concelho perdeu 1236 habitantes, uma redução de 0,8%, em gritante contraste com o crescimento de 6,5% em Braga.Já Famalicão, que fechou a segunda década do milénio a perder 0,2% de população, tem vindo a recuperar significativamente, com um registo de aumento populacional de 2,4% entre 2021 e 2024. Esta divergência não é um acaso; é o resultado direto de uma ausência de políticas ativas de atração e fixação de talento e investimento, uma crítica recorrente que aponta para a falta de parques industriais e de uma estratégia económica assertiva.
Fraturas Sociais e Territoriais: Uma grave crise de habitação assola o concelho, tornando o acesso a uma casa um sonho adiado para os jovens e para a classe média, que se veem excluídos por preços proibitivos e pela inação municipal. Simultaneamente, aprofunda se a fratura entre um centro urbano cada vez mais pressionado e as freguesias rurais, que enfrentam o despovoamento por falta de acesso a habitação, serviços e oportunidades, perpetuando um modelo de desenvolvimento assimétrico e injusto.
Mobilidade Caótica: Guimarães continua a ser uma cidade onde as soluções para o transporte público e modos suaves são tímidas e ineficazes. Os recentes testes de mobilidade no centro da cidade foram um reconhecido fracasso, revelando a incapacidade da nossa rede viária, improviso e falta de planeamento. O sistema de transportes públicos é insuficiente, especialmente na sua missão de ligar as freguesias e vilas ao centro, deixando muitos cidadãos dependentes do transporte individual e contribuindo para o congestionamento diário.